terça-feira, 15 de março de 2011

UM DIAMANTE DENTRO DO VULÇÃO. VAI PEGÁ-LO?!
Explosão. Assim acontece em meu ser para iniciar uma escritura,
Uma vida que se arrasta em doce, suave e aperfumada palavra,
Palavras coloridas de larva vulcânica. Todo meu eu entra em chama,
Estou misticamente cheirando a flores orvalhadas.
Hoje só o silêncio da noite reina, nasce: o escuro em mim.
Palavras são rainhas, são elã, affaire com a vida.
Palavras adormecidas pelas rosas saborosas e oleosas.
Palavras com sentido abrasador, convidam-me para saborear o gozo de sentir.
Sentir ouvindo o que está atrás de um som apalavrado.

Gosto de vocábulos difíceis, prolixos, esdrúxulos, são minha razão de busca.
Amanheço, e o que vem como explosão são elas, inundam meu imo cabalmente.
Sei o que é sinestesia, pragmático, intrinsecabilidade, ainda sei: aliamados, apalavracão, práxis, solitude, soledad, afã.

Não quero arte maior, quero meramente vulcanizar minhas lexias para queimar meu âmago libidinoso.
Dou ctrl + b para salvar as palavras, elas tem valor e forma in...
O grande secredo é o que é o in... No fim vc saberá o que é in ok.

Etc..., com estética e ética poética.
Vou dormir, vou trocar de roupa, vou acender um cigarro, vou me pintar, vou usar um vestido colado, vou sair para namorar.
Vou ler o mundo, os homens, a arte, as pessoas, meu entorno é fogo.
A cada tentativa uma idéia, a cada olhar um amar, a cada palavra um segredo entrelinhado, quero uma quiromancia mística e genuína.

Eu leio mãos, tiro o destino no olhar, sinto e desabrocho num mar,
Gosto de boto, gosto de dançar, gosto de ler e de escrever. Isso tudo sou eu.
Posso ser outro, e não te conto o que temo, o segredo mais oculto no escuro da imensidão.

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