sexta-feira, 4 de março de 2011

Fuga embasada na poesia moderna de Cassiano Ricardo

... Fuga...
 O amor fugiu mas ficou as lembranças
Do seu beijo, toques sublimes enquanto dura
O que sou? Eu?! É. Os momentos e desencontros

Uma tempestade. Um mal que é bom
Um bem-me-quer-mais-que-bem-querer- nada
Sem sorte. Saudades na janela a esperar a rima da fuga.
A vida me escapa, entrevida
 O tempo é. O tempo, mestre.
Nu, perdido e só. Desnudo de mim mesmo.
Desvirginado. Eu
Nesta fuga desvairante
Horas mortas, tortas, contudo de há muito
Feliz, na tristeza alegre.
                                                   Alexandro Maicon 2011.

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