PÈTALAS ORVALHADAS
Numa dimensão poética, a voz treme, a surdez aparece, nem sei o que dizer.
Está nascendo um delírio no ar. Além do eu poético. Rosas rosadas rotas, surdas, não falam de amar, só no embalar dos gestos do ar.
Existem muito mais segredos oculto que a própria verdade latente,
Tudo é palavra. Tudo é uma dança de palavras. Tudo e nada na morada assombrada da poetude.
Estava dormindo a poesia me acordou, quando se quer poetar assim se começa.
Abraçando a poética- prosa: dois caminhos intrínsecos ao grito silencioso do autor.
Na placa: precisa-se de um dicionário. Sou amicíssimo dele.
A voz do mar vem do simplório, do cotidiano, do real fantasioso da escritura.
O estandarte de guerra é minha pena, minha caneta, minha imaginação fruidora.
Libidos, carne e prazer deturpam as introspecções do vulcão humano.
Até que não se faça sexo, não se precisa dele. Até que não se conheça o saber nem se olha para ele. O in é meu caldo de cultura, minha árvore amazônida de encantos. O índio chora. Jesus chorou e alguns nadam no seco.
Da pele se passa males da humanidade. O tabu é verbalomaníaco,
Atrás da ideológica palavra queima um sentido feito larva. Medo é sinônimo de Viúva-Negra por mais imperfeitos que sejam.
Ninfas, deuses belos cegam a alma do poeta. Amarrado em mitos de amor se deslinda o fio de Ariadne.
A Nix nós vence. A morte é passagem escura, a moeda é ser no mundo.
Uma hipnose dramática da mentira. Que a última esperança vença o mal. Hipnos e Tânatos gêmeos de dor. Só escuto as erínias.
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