ESCREVER HUMILDE TÉCNICA
Quando Escrever,
Quando escrever passa a ser uma necessidade,
Quando escrever é um chamado divino,
Quando escrever purifica,
Quando escrever é escrever e escrever,
Reescrever e descrever também.
Quando escrever é fome vital, quando embriaga o ser, faz crescer, renova, nasce de um súbito momento inesperado, epifania letal. Halo astral.
Quando escrever é ler e reler, entender e viver,
Quando escrever dá tensão e tesão, antítese racional, não dormir e levantar pra registrar, quando a alma já não é mais humana e sim poética.
Quando escrever é instante de prazer, mero segundo –já- do agora- de- sempre- eternamente.
Quando escrever é real, imaginário, ideal, cabal na denúncia da realidade supra-, fatos de verdade, pra rir ou chorar, sonhar, etc.
Quando se morre e se inscreve amiúde.
Quando e quando se levanta mais cedo e apercebe-se de novo no mesmo gozo. Arte sublime. Envolvente, cantante e segredosa.
Quando não ou no se tem o que escrever e simplesmente se escreve. No dançar da mente, dos dedos, das palavraturas. Adormecer na escritura da nervura lispectoriana,
Quando escrever é renascer. Quando escrever é criar o mundo todo. Quando escrever, escrever de quando em quando se prescreve. Serve treve neve.
Escrever pra..., namorar, amar, reclamar, Gosto da poesia, pois sou poeta da minha forma e fôrma. Posso falar tudo que quero e requero. Escrevo quase do jeito que sou.
Escrever com coração e fora da sintaxe sofrida e sistematicamente sem uso de vida. Por isso se escreve não se prescreve que neve é leve indelével se bebe.
Escrever sem clássico, soneto, cultíssimo, e sim com o sentir das palavras na mão. Livre, moderno, multipoesia, versos bárbaros, heteros, polis, isso sim me dá prazeres.
Ao escrever dos poetas a canção doce da humanidade. Ao escrever que jaz. Ao escrever no pensar de quem lê. Rever. Dever e não desmerecer esse ser.
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