terça-feira, 15 de março de 2011

OTROS MOMENTOS

O sol quer nascer,
Os pássaros cantam, eu tbm canto
A flor se abre, a fruta quer se esmagar,

A vida amanhece para um novo raiar,
Quase me miro na lua, diviso
No maaar com olhos de ressaca,

Tudo fugiu e a lua me esvaziou,
A palavra é minha pena musical,
Comecei a viver o fio da poesia,
Penso, existo logo
E sinto as palavras se moverem no imo.

Oh! Sol, dia e  vida
Amiúde como personagem vivo,
Deslindando uma metáfora platonizante,
Palavras são palavras e ponto final.
O balé místico me atrapa demasiadamente,

Estupendo é sentir vivo em mim Clarice Lispector,
Eu sonho, vivo e penso nessa estrela periclitante,
A flor da Literatura brasileira, um diamante nobre onde escrevia como um vulcão em erupção, na sua aguda sensibilidade intuidora.
Sua escrita fascina, enleva, devaneia, desvaria o sentido da psique.

Eu corro e escrevo,
Eu vivo e poeto,
Eu sou eu mesmo,
Eu também sou outro num eu perdido, devorado, queimado, sem amor,
Eu e eu, somos dois.
Não mais que eu.
Um eu brilhante, parnasiano, simbolista, moderno e livre para ser realista e impressionista.
Romântico com mal-de-século, assim, negro, morto e noctâmbulo,
Exagerado como barroquista,
Misteriosas rosas simbolistas, a voar nas nuvens etéereas,
Nefelibatas morfimaníacos como LIS.
Um tanto de -ismo vazio e desértico,  escolas cartomânticas.
Um poço sem fundo de mistérios.

.... engoli palavras a seco com aspirina dura. Voar em devaneios.

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